Foi apenas um sonho
Foi apenas um sonho ( Revolutionary Road - Título original ) é um drama adaptado do romance de Richard Yates, plausivelmente dirigido por Sam Mendes, apesar de pouco aclamado pela crítica o filme possui muito conteúdo a ser discutido pelos amantes da sétima arte.
Diferente das resenhas que se vê em vários sites de cinema que contam de fato a história em si, creio que é bom ler um pouco do que realmente aborda o roteiro.
Para os que não conhecem ainda o filme, repasso rapidamente o conteúdo, é nada mais nada menos que um casal em crise existencial. Mas o que está por trás disso é que acidifica a opinião do público.
A questão primordial é: lutar ou não pelos ideais que se tinha antes da chegada e tão famosa COMODIDADE!!!
É o que se passa entre o casal Frank e April que vivem uma vida infeliz e frustrante, amarrados às armadilhas que a vida implanta para paralisar a vida de muitos, tentam se libertar mas em vão, muitos não conseguem prosseguir com a mudança, pois é mais fácil ficar onde tudo está no mesmo lugar, do que arriscar-se no caminho conturbado e frenético da mudança.
Com o tempo a rotina usurpa a fonte de energia e determinação que temos em nossos relacionamentos quando estão no início, depois vemo-nos esmagados e entediados pela mesmice e obrigações diárias, não temos mais vigor para sonhar e esquecemos que a vida a dois reflete em ambos toda e qualquer atitude.
O filme é uma excelente pedida para os apreciadores dos bons dramas, com pitadas ácidas de John (Michael Shannon ), um ex-matemático com problemas mentais, porém o mais lúcido da história, que disseca a vida matrimonial do casal.
Não esperem um sucesso de bilheteria por efeitos e apelações, apreciem o filme em cada detalhe, em cada olhar das brilhantes interpretações que se fundem nos 119 min, que seja uma inspiração para todos os que em algum momento trocaram seus sonhos por uma história que era de todo mundo, mas saiba que todos individualmente somos especiais e influenciadores de atitudes positivas, todo mundo faz a mesma coisa, mas as pessoas especiais fazem o que ninguém ousou fazer.





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